mR Empi: o padrão técnico que chega antes do problema - e resiste ao questionamento jurídico
O que é mR Empi
Um conjunto estruturado de protocolos, documentos e processos para vistorias técnicas nos dois momentos críticos da cadeia imobiliária. Metodologia registrada no CONFEA. Implementada via SafetyCulture. Executada por inspetores credenciados.
O princípio que organiza tudo
"Chegar ANTES do problema, não depois"
A maioria dos litígios imobiliários tem origem em um único ponto cego: a ausência de documentação técnica no momento da entrega. Quando o vício construtivo aparece meses ou anos depois, as partes não têm mais como reconstituir o estado real da obra no dia em que as chaves foram entregues.
A mR Empi elimina esse ponto cego. Cada vistoria gera documentação técnica datada, fotográfica, assinada e juridicamente válida - produzida no momento em que ela ainda tem poder de mudar o curso dos eventos.
Os dois momentos da metodologia
A mR Empi atua em dois momentos críticos da cadeia imobiliária
Momento 1 – Recebimento da obra (Construtora → Incorporadora)
Quando a construtora conclui a obra e faz a entrega para a incorporadora.
- Contratante: a incorporadora
- Documento de referência: o contrato firmado entre construtora e incorporadora
- Objetivo: verificar se a obra está conforme o contratado e as normas técnicas
- Índice gerado: IPRR – Índice de Performance de Recebimento
Momento 2 – Recebimento das edificações (Incorporadora → Proprietários e síndicos)
Quando a incorporadora entrega unidades autônomas e áreas comuns.
- Contratantes: proprietários (unidades) e síndico (áreas comuns)
- Documento de referência: o memorial descritivo apresentado na venda
- Objetivo: verificar se a entrega está conforme o prometido e as normas técnicas
- Índice gerado: IPC – Índice de Performance de Conformidade
Os 3 instrumentos da mR Empi
Definição
Documento técnico que registra o estado de conformidade da obra ou edificação em relação às normas técnicas e ao projeto aprovado.
Características
- Gerado via plataforma SafetyCulture
- Checklist com 200+ itens verificáveis
- Base Regulatória: ABNT NBR e Leis
- Registro fotográfico georreferenciado
- Assinatura digital com ART/RRT do inspetor
Índices Gerados
- IPRR: Índice de Performance de Recebimento (Construtora)
- IPC: Índice de Performance de Conformidade (Edificação)
Aplicação
→ Momento 1: Construtora → Incorporadora
→ Momento 2: Incorporadora → Proprietários/Síndicos
Definição
Documento que estabelece previamente o que será verificado durante a inspeção, garantindo transparência e acordos claros entre as partes.
Função
- Define escopo da inspeção
- Estabelece critérios de conformidade
- Lista sistemas e itens a serem verificados
- Previne disputas sobre “o que deveria ter sido visto”
Tipos de TR
- TR Residencial (edifícios/casas)
- TR Comercial (salas/lojas)
- TR Customizado (por demanda)
Inserção
O TR deve ser anexado aos seguintes documentos:
→ Contrato de execução da obra
→ Memorial descritivo do empreendimento
Momento
Antes do início das entregas (fase de pré-comercialização ou início das obras)
Definição
Documento formal que registra o aceite (ou não) da obra ou edificação após a verificação de conformidade.
Tipos de TA
1. TA de Aceitação Plena
- Emitido quando: 100% dos itens estão conformes
- Efeito: Obra/edificação oficialmente recebida
2. TA Condicionado
- Emitido quando: Existem Não Conformidades (NCs)
- Efeito: Aceite mediante prazo para correções
- Inclui: Lista de NCs + Prazos + Responsáveis
Conteúdo Obrigatório
- Referência ao LVC correspondente
- Índice de conformidade (IPRR ou IPC)
- Lista de NCs (se aplicável)
- Matriz GUT das NCs (priorização)
- Cronograma de correções
- Assinaturas das partes
Validade Jurídica
O TA é documento válido para:
→ Abertura de processos judiciais
→ Acionamento de garantias contratuais
→ Negociação de reparos
→ Assembleia Geral de Instalação (AGI)
A base normativa e metodológica
Base Legal
- NBR 15575
Desempenho de Edificações Habitacionais - NBR 16747
Inspeção Predial - NBR 5674
Manutenção de Edificações - Outras normas e Leis
ABNT NBR, NR e ISO, conforme a configuração do empreendimento.
Análise de Risco
- FMEA
Failure Mode and Effects Analysis - Identifica:
1. Modos de falha
2. Efeitos
3. Criticidade - Matriz GUT
Gravidade + Urgência + Tendência - Prioriza correções por impacto real.
Metodologia de Priorização
FMEA (Análise de Modos e Efeitos de Falha)
Ferramenta de engenharia que identifica:
No recebimento de obras (da construtora para a incorporadora), o Índice de Prioridade de Risco de Recebimento (IPRR) é crucial para identificar falhas ocultas com os critérios de:
1. Severidade (S) – Alinhamento Normativo
2. Ocorrência (O) – Base Probabilística
3. Detecção (D) – Eficácia dos Controles
No recebimento da edificação (da incorporadora para o proprietário), a substituição de D por Custo (C) no Índice de Prioridade de Custo (IPC) reflete impactos econômicos com reparos.
Pontuação Total = S x O x D/C (máximo de 125 pontos)
+
MATRIZ GUT (Priorização Estratégica)
GUT é utilizada em ambos os casos (na recebimento da obra ou no recebimento da edificação)
Cada Não Conformidade (NC) recebe pontuação de 1 a 5 em:
1. Gravidade (G) – Impacto do problema
2. Urgência (U) – Tempo disponível para correção
3. Tendência (T) – Probabilidade de agravamento
Pontuação Total = G × U × T (máximo 125 pontos)
Resultado
Não Conformidade encontrada na OBRA
1. IPRR – Não Conformidade (NC): IPRR = S x O x D
2. GUT – Não Conformidade (NC): GUT = G x U x T
3. Prioridade de Ação (PA): PA = MAX(IPRR,GUT)
As ações são criadas por criticidade
Não Conformidade encontrada na EDIFICAÇÃO
IPC por Não-Conformidade: IPC = S x O x C
GUT por Não-Conformidade: GUT = G x U x T
Prioridade de Ação (PA): PA = MAX(IPC,GUT)
As ações são criadas por criticidade
Prioridade de Ação (PA)
Calculado as Prioridade de Ação (PA), são elas classificadas, definido os prazos e comunicado ao responsável para a tomada de ação.
- Níveis de PA: [≥ : 60 Crítica] – [40-59 : Alta] – [20-39 : Média] – [<20 : Baixa]
Todo esse processo de cálculo das verificações feitas no Laudo LVC é automático, assim como a comunicação ao Responsável para ação a ser tomada.
Fluxo Operacional
Como funciona na prática - passo a passo
Atividades:
1. Diagnóstico dos processos atuais da incorporadora
2. Customização do TR para o empreendimento
3. Treinamento da equipe
4. Inserção do TR no contrato da construtora
5. Setup da plataforma SafetyCulture
Entregáveis:
✓ TR customizado aprovado
✓ Processo mapeado e integrado
✓ Equipe capacitada
Situação: Obra concluída, incorporadora precisa receber
Passo 1: Solicitação de Inspeção
→ Incorporadora aciona MGL
→ MGL indica inspetor credenciado
→ Agendamento da vistoria
Passo 2: Inspeção Técnica
→ Inspetor executa LVC via SafetyCulture
→ Verificação de sistemas construtivos
→ Registro fotográfico de NCs
→ Cálculo do IPRR (Índice de Performance)
Passo 3: Emissão de Laudo
→ LVC consolidado
→ NCs priorizadas via FMEA + GUT
→ Entrega para incorporadora e construtora
Passo 4: Correções
→ Construtora corrige NCs prioritárias
→ Nova inspeção (se necessário)
Passo 5: Aceitação
→ Se conforme: TA de aceitação plena
→ Se não conforme: TA condicionado + cronograma
Resultado: Incorporadora recebe obra com clareza técnica
Situação: Entrega das unidades e áreas comuns
Passo 1: Preparação
→ TR inserido no memorial descritivo
→ Proprietários/síndicos informados sobre metodologia
→ Agendamento de vistorias individuais + coletiva
Passo 2: Vistorias
A) UNIDADES AUTÔNOMAS (opcional para proprietário)
→ Inspetor + Proprietário
→ LVC da unidade específica
→ Cálculo do IPC (Índice de Performance)
→ TA individual
B) ÁREAS COMUNS (mandatório para condomínio)
→ Inspetor + Síndico/Comissão
→ LVC completo das áreas comuns
→ Sistemas: elétrico, hidráulico, elevadores, etc.
→ Cálculo do IPC (Índice de Performance)
→ TA individual
Passo 3: Consolidação
→ Relatório geral de NCs
→ Priorização orçamentária (Matriz GUT)
→ Negociação com incorporadora
Passo 4: AGI (Assembleia Geral de Instalação)
→ Apresentação do LVC aos condôminos
→ Votação sobre TA condicionado (se aplicável)
→ Definição de prazos para correções
Passo 5: Transição
→ Emissão de TA final
→ Início da gestão de garantias
Resultado: Condomínio instalado com segurança técnica
O que a mR Empi resolve para cada ator
- Documentação técnica da qualidade da obra antes da entrega
- Identificação prévia de ajustes — antes que se tornem litígios
- Redução de retrabalho pós-entrega
- Relação transparente com a incorporadora
- Recebimento seguro de obras com base técnica documentada
- Redução de custos com vícios construtivos e garantias mal geridas
- Diminuição de litígios com compradores
- Processo técnico profissional como diferencial competitivo
- Segurança jurídica no recebimento do imóvel
- Laudo técnico imparcial emitido por profissional credenciado
- Base legal para exigir correções antes de assinar
- Histórico para gestão condominial futura
- Vistoria completa de áreas comuns com documentação técnica sólida
- Base para acionamento de garantias com prazo e responsável definidos
- Prestação de contas transparente para os condôminos
- Gestão integrada na plataforma OLIVA
- Metodologia testada e documentada – não é preciso reinventar o processo
- Ferramentas tecnológicas de padrão internacional (SafetyCulture)
- Certificação com validade curricular
- Portfólio público no marketplace nacional
- Novas fontes de renda via programa de comissões